No âmbito do plano nacional de leitura

O PROJECTO... objectivos e dinamizadores

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    Escola, um espaço vivo de Educação pela Leitura

    Nunca, como nos tempos que correm, a aquisição e desenvolvimento de competências de literacia foi tão premente. A comunicação hipertextual, que tem na internet a matriz de todos os hipertextos, não tornou o livro obsoleto. No entanto, torna-se premente repensar a função da escola na promoção das competências linguísticas, intensificando as práticas de leitura no contexto escolar e relançando-a como pólo difusor e dinamizador de hábitos de leitura no espaço social alargado, cabendo-lhe um papel insubstituível na construção de comunidades de leitores. É fundamental incutir nos jovens leitores o desejo de mergulhar na literatura, para, através dela, fazer uma leitura do mundo, usando-a como ferramenta para reconstruir os significados que o sustentam. Só assim poderemos combater a já endémica iliteracia do panorama português, entrave fatal a um desenvolvimento pleno e sustentado do nosso país. O progresso económico e social decorre, naturalmente, das premissas culturais, um exercício pleno da cidadania só se conjuga com o verbo “ler”. Diz-nos isso a experiência diária nas escolas, onde é possível perceber as assimetrias sociais resultantes, no imediato, de condicionantes económicos, mas que se fundam, verdadeiramente, na desigualdade do acesso a bens culturais como a língua, a literatura, a cultura, plasmadas no universo riquíssimo dos livros. (...) Assim, impõe-se como uma prioridade nacional abrir as páginas silenciadas dos livros, percorrer horizontes de leitura, aprender a reconhecer e a interpretar discursos e linguagens, adestrando competências no domínio linguístico, porque, por um lado, elas são ferramentas que nos permitem conquistar o mundo, esse Quinto Império de um Portugal à descoberta das suas potencialidades, porque, por outro lado, elas são uma arma contra todos os absurdos e as suas máscaras (sejam elas a violência, o racismo, as injustiças, a discriminação), porque, e ainda, elas nos abrem as portas da dimensão estética, marca indelével da evolução humana. Pelo que a promoção da leitura, da diversidade das leituras, pode ser um contributo muito significativo neste processo de formação cultural, que se pretende abrangente e plural.Seguindo, pois, as linhas orientadoras do Plano Nacional de Leitura, surge este projecto, que procura agregar todos os ciclos de ensino do Agrupamento de Escolas do Cerco em redor de uma mesma dinâmica.

    Objectivos

    • Desenvolver competências de leitura;
    • Alargar o campo de imaginação e o horizonte cultural dos nossos alunos;
    • Criar laços de partilha no contexto de uma prática cultural sã e formativa; Promover o gosto pela leitura diversificada;
    • Desenvolver a capacidade de análise e síntese através da escrita (recensão de obras literárias), nos diversos níveis etários;
    • Motivar o gosto pela leitura expressiva;
    • Concretizar actividades que promovam o espírito de iniciativa, criatividade, autonomia, sentido estético;
    • Contribuir para a formação de uma sensibilidade cultural e social mais aberta e assertiva face à realidade envolvente;
    • Potenciar o sucesso e boa harmonia educacional;
    • Criar e manter comunidades de leitores, envolvendo alunos, escola, sociedade.

    Dinamizadores

    O projecto «Ler é preciso!» tem como principais dinamizadores os professores do Departamento Curricular de Línguas, os docentes de Pré-Escolar e 1º Ciclo, a Biblioteca e os CPIPS (Coordenadores Pedagógicos de Intervenção Prioritária), em estreita colaboração com docentes dos outros departamentos curriculares que assumam turmas de Área de Projecto e Estudo Acompanhado.

    sexta-feira, 8 de Maio de 2009

    Ainda do Dia Mundial do Livro

    Cartaz a anunciar as actividades/concursos

    Os textos à disposição dos professores, nas salas, no Dia Mundial do Livro



    terça-feira, 5 de Maio de 2009

    Mensagem de José Jorge Letria

    O escritor José Jorge Letria manifestou-nos o seu muito apreço e sincero agradecimento pelo honroso convite que lhe dirigimos para visitar o Agrupamento e informou-nos que, devido a compromissos assumidos, no âmbito das suas funções, na Sociedade Portuguesa de Autores, não será possível realizar a visita neste ano lectivo, propondo a hipótese de a transferir para o início do próximo ano, assegurando que tudo fará para que isso seja possível.
    Generosamente, enviou-nos um texto inédito onde homenageia todos quantos sabem ser, a escola, um espaço privilegiado de aprendizagem da leitura e da paixão pelo livro.

    Consciente de que o poema não substitui a sua presença, o autor homenageia, assim, os Professores e Alunos do nosso Agrupamento.

    O QUE EU PROMETI À MINHA ESCOLA

    Eu ia para a escola, caixa grande de lápis e paus de giz,
    na vizinhança da casa da minha avó,
    na pacatez quase aldeã do Largo das Terras,
    seguindo o chilreio dos pássaros,
    o carreiro do afã das formigas
    e o rasto esvoaçante das joaninhas,
    e gostava do cheiro dos cadernos
    e da elegância altiva das letras e dos números.
    A minha mãe esperava-me à saída,
    temendo que eu me perdesse no caminho
    e que comesse figos que faziam rebentar os lábios
    e tiravam o apetite para o lanche.
    Nesse tempo, eu aprendia as pequenas coisas,
    ínfimas coisas de que o mundo é feito,
    como se coleccionasse selos ou cromos.
    O meu pai ainda estava vivo e a minha avó
    tratava com pachos de azeite quente
    as dores agudas da minha colite precoce.
    Era coisa dos nervos, havia quem dissesse.
    Eu caçava borboletas e apanhava folhas de amoreira
    para fazer crescer os serpenteantes bichos da seda.
    Nesse tempo, no tempo azul da escola
    que era vizinha da casa da minha avó,
    eu não tinha medo da noite nem da morte
    e a felicidade era uma fresca rosa branca
    no canteiro dos meus sonhos de menino.
    Onde estão agora os meninos de bibe branco
    que brincavam comigo à apanhada
    na hora sempre breve do recreio ?
    Alguns partiram já de vez, eu sei,
    para o país de sombras onde não há infância.
    Outros envelheceram como eu, devagar,
    engordaram, desencantaram-se, tornaram-se avós.
    Outros ainda, como eu, nunca se curaram
    da mágica alegria dessa idade. Que mal tem ?
    Um dia fui-me embora daquela escola,
    não da minha terra, mas prometi
    que havia de voltar mais tarde, num dia qualquer,
    nem que fosse sob a forma de livro colorido,
    para poder adormecer tranquilo
    na prateleira alta das mais ternas lembranças.

    José Jorge Letria
    Dezembro de 2003

    quarta-feira, 22 de Abril de 2009

    Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor - BiblioCerco associa-se a iniciativa promovida pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas

    terça-feira, 24 de Março de 2009

    Tributo à poesia


    Tributo à Poesia

    Os livros são casas
    com meninos dentro
    e gostam de os ouvir rir,
    de os ver sonhar
    e de abrir de par em par
    as paisagens e as imagens,
    para eles, lendo, poderem sonhar.

    Os livros gostam muito
    de contar histórias,
    mesmo que essas histórias
    sejam contadas em verso
    com a mesma naturalidade
    com que escrevo,
    com que eu converso.

    José Jorge Letria

    Propostas de trabalho...

    A obra A árvore dos abraços tem servido para trabalharmos múltiplos significados.
    Assim, a ficha de exploração de sentidos, disponibilizada pela BiblioCerco, tem servido de mote para, nos 2º e 3º ciclos, se orientarem sessões para alargar horizontes em função da relevância e da hierarquização das suas unidades informativas.

    Concomitantemente, a ficha de trabalho serve, sobretudo, para usar multifuncionalmente a expressão escrita.

    Clique para abrir:

    - Ficha de trabalho;
    - Ficha de exploração de sentidos;
    - Semana da Leitura 2009;
    - Actividades com colaboração da Biblioteca Almeida Garrett;
    - Outras leituras d' A árvore dos abraços.

    Continuação de boas leituras...